Olá, gente! Eu sou a Érika e estou invadindo mais uma vez o  Marcas Literárias para trazer um novo poema. Espero que gostem!

Descaso

Eu só quero um pouco de calma
Nesse mundo mirabolantemente extravagante
Eu quero me sentir leve
Por uns milésimos de segundos
Eu só quero sair desse estado de tensão
Constantemente alucinógeno
Parar e apenas observar
O mundo lá fora
Enquanto ainda não me sinto
Preparadamente despreparada para encará-lo
Eu quero sobrevoar por algum lugar distante
Sem tráfego ou sem o tráfico
Desses corpos que estão à deriva
De algo que não sei exatamente o que é
Eu só quero não ter um milhão de respostas
Para mesma e irritante pergunta
Eu só quero por enquanto
Deixar o acaso por descaso me levar


Olá, galerinha! Eu sou a Érika e estou passando só para alegrar o feriado de vocês com esse poema! Espero que gostem!


Florescer

Que floresça poesia
Em nossas almas
Que elas permaneçam
E se espalhem pelo nosso corpo
Que a mercê de um turbilhão de rosas
Viva e reviva cada mísero instante
Só pelo prazer de inspirar
Algumas moléculas de gases
E expirar outras mais tantas
Só pelo desejo de se dilatar
Durante um verão caloroso
E depois, contrair-se no inverno
Abraçado a alguma forma de amor
A alguma paixão
Seja pelo dia, o pôr-do-sol
Pelas estrelas, constelações
Seja pelo que há de divino
Nesta vida que transpira poeticamente



Olá, galerinha do Marcas Literárias! Eu sou a Érika e espero que vocês gostem do poeminha de hoje. Não esqueçam de deixar seus comentários! <3

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Eu quero ter uma alma infantil
Dessas que não se perdem
A não ser pela Terra do Nunca
Eu quero ter uma alma sutil
Que é ao mesmo tempo multicolor
Que não se dispersa ao acaso
Quero pode sentir gotículas de água
Sobre meu corpo, que me molhe
As mesmas gotículas onde se refrata a luz
Formando um arco de sete cores no céu
Eu quero ouvir o canto dos pássaros
Ver o sol nascer no leste
E se pôr no oeste
Quero ver a lua que surge depois
E me perguntar o porquê do seu sorriso
Quero gargalhar como uma criança
Que se encanta pelos cantos


Olá, galerinha! Eu sou a Érika, amiga do Vinícius, e estou de volta com esta coluna. Espero que tenham uma boa leitura e não se esqueçam de deixar seus comentários <3. Tentarei postar ao menos uma vez por mês alguma crônica, poema ou qualquer coisa assim. Divirtam-se!

A princesa do ano novo

O último segundo. Até os fogos atingirem o céu e se entregarem ao confortável abraço do mar. Alguns pequenos minutos de atraso para saudar um novo ano de esperança, felicidade e amor, que deveria refletir nos olhos de qualquer um a todo instante. Ao menos durante aqueles quinze minutos de fogos de artifício. Artifícios vermelhos. Multicolores. Jogados ao céu por inteiro. Debruçados entre nuvens. Competindo por atenção com a lua amarelada no horizonte.
  
Mas, na verdade, a minha mente, meu coração, minha alma e meus olhos vacilavam e se prendiam à cena por trás da cortina fantasiosa. A ilusão que o fim de ano tem a função de trazer. Quase na porta do mar, alguns instantes antes, uma menina com cabelos cor de paixão se encontrava sozinha. Sem expressões, indecifrável.  Solitária a espera de outro ano. Talvez, mais doze indiferentes meses. O que era uma peça sem encaixe. Todos os olhares naquele lugar tinham outro para quem brilhar. Abraçar.

A solidão não muito demorou. Um grupo de jovens caminhava em sua direção. Eles tinham um destemor que poderia beirar a insensatez. O mais alto, com um casaco na cintura e um boné alaranjado para trás, abraçou a menina. O vermelho dela queimava como se ali fosse sua última chance de renascer.

Todas aquelas emoções ferviam. Enlouqueciam. Contudo, não mais que a princesinha carregada em uma pequena mãozinha parte daquele grupo. A princesa vodca preencheu os copos de cada um. Cada pequena desilusão daquelas crianças sem esperança, que provavelmente tenham percebido o meu olhar. E esse, envergonhado, retornou as suas preces de ano novo.