Olá!! Eu sou a Érika e espero que gostem do texto de hoje :))

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Há muitas coisas pelas quais sou grata. Sou grata pelo fim de tarde, quando eu me estico para observar um pouco mais do céu, meio azul, meio alaranjado. Por ver a despedida do sol e os pássaros, em perfeita sincronia, voltando para casa. Sou grata pelos dias em que tudo está tão verdinho que dá gosto descer a janela do carro só para sentir o perfume da natureza lá fora exalando vida. Sou grata por sentar à tarde- quando não está nem muito frio, nem muito quente- no banco da praça e terminar de ler um bom livro. Por tomar um bom açaí sozinha ou acompanhada.
Sou grata pelos meus pais, pelo abraço e o conforto de estar com eles, de sentar no banco de trás e observá-los lá na frente. Pelo cheirinho de uma boa comida se difundindo por toda casa. Sou grata pelos eu te amos ditos e ouvidos. Grata pelo aconchego que só casa de vó e vô tem.  Pelas voltas que eu dou com meu cachorro nas ruas próximas. Por não saber ao certo se eu que estou levando-o para passear ou se ele, com toda sua força, que está me arrastando pelo caminho. Sou grata por quando a vida, às vezes, encontra uma forma de me reapresentar a algo e eu aprendo a gostar do que não gostava. Como Belchior. Como Arctic Monkeys. Açaí ou água de coco. Por todos os momentos que eu entendi que estava errada.
Sou grata pelos meus amigos. Por estar com eles, escutá-los, ser escutada por eles. Por ouvir suas percepções, perceber as particularidades, dar uma volta pela cidade. Pelos laços criados. Grata pelos dias chuvosos, por tocar nas gotinhas de água que vão do céu até a minha pele. Pelo barulho através da janela. Sou grata pelas noites em que me sento no banquinho aqui na frente do apartamento e escrevo alguns poemas. Por poder olhar a lua. Às vezes, tímida. Às vezes, exuberante. Às vezes, sorridente. Às vezes, só dela.
Grata pelo mar tão clarinho, pela maresia. Pelas ondas fortes ou calmas. Por andar pelas ruas sem um motivo exato. Só por estar ali, vendo os carros e as pessoas que passam (educadamente ou não). Sou grata por assistir um bom filme e me emocionar com ele. Rir com ele. Chorar com ele. Por ouvir uma boa música, em melodia e poesia. Por uma boa conversa. Pela dúvida. Pelo se. Pelas minhas quatro plantas, que, provavelmente, só estão vivas porque precisam de apenas uma colher de água por semana. 
Sou grata por fazer coisas novas. Por quebrar a casca do ovo. Por cada sorriso trocado. Pelos olhares que não precisam de falas para serem compreendidos. Por cada encontro. Pela despedida do que já foi. Pelo reencontro. Sou grata pelas histórias que eu vi, ouvi, vivi. Pelos meus medos que surgem, que desaparecem. Grata pelo que deu certo e, até pelo que não deu.


Onde estão as cartas
que escrevia de madrugada
enquanto esperava o sol clarear pela janela?
Eu vejo hoje com clareza
Que a pele que queimava em meu corpo
Não é feita de pedaços rebocados de cimento
É quase uma murulha diante da imensidão
Que devasta e enfeita o mundo a fora
Queria dizer que não vejo a hora
de dedilhar a esperança em um bocado de palavras
Bem ditas, benditas
Porque aprendi na verdade do mar
Que de nada me vale
Pôr o barco para navegar
Se não for esperta o bastante
e mergulhar
Vi que no porão da minha casa
Guardei na estante muitos poemas
incompreendidos
Vejo-os agora sob a luz solar
E era eu nas entrelinhas dos versos que
escrevi
Ando por enquanto devagar enquanto observo o pôr do sol
Me trazer outras mais tantas memórias
Que não sei ao certo se guardo-as à sete chave
ou deixo-as jogadas ao relento


Olá, como estão?? Depois de tanto tempo, eu voltei! Espero que gostem!!

A covardia e a coragem

Há o que te acorrente
     e covardemente
faça-te covarde
      Mas, há, ainda
o que se mantém encoberto
por películas que te revestem
               e neste o quê
há teu espírito que afugenta
       a
c o v a r d i a
           que ronda-te, noite e dia
Esperando para fazer
        de tu:
       morada
Saibas, no entanto, caminhar
pelos mistérios que te fazem
E, assim, libere do teu peito
        o espírito que te suspira
  c o r a g e m



Olá, como estão? Depois de tanto tempo, voltei com mais um poema! Espero que gostem!

Não ame pelas beiradas

Não ame como amam os hipócritas
que não sabem
como é, de fato, amar
Não ame pelas beiradas
Saciando fracionadamente
tua vontade de amar
Ame, ao contrário, em excesso
Jogue-se nas mais profundas 
águas do amor
E se deixe banhar
pelas ondas emocionais
que elas podem te proporcionar
Ame até quem não sabe amar
Porque assim é o amor
despretensioso
E a ele só cabe
Amar



Olá, como estão? Eu sou a Érika e, hoje, trouxe um novo poema. Aproveitem! 

Posse

O sol brilha sobre nós
E imagina que louco
Perceber que ninguém possui
Ninguém
Que a vida em suas danças
Vai e volta livremente
Sem se prender a nada
A ninguém
 E ainda que ligues
Não existe
Imaginação
Sua
Porque as asas que se abrem
Alçam voos
Para outro lugar
Ainda que queiras
Ligar-se
Nesse universo disperso
De infinitas possibilidades
Cada um tem seu próprio conjunto
De eventos casuais
E, eventualmente, podem se intersectar
Mas, não deixam de ser
Diferentes conjuntos
Que não se possuem
Nem se contêm 



Olá, como estão? Eu sou a Érika e faz algum tempo que não posto nenhum poema. Mas, trouxe para vocês um hoje! Espero que gostem! 


Sigo

Se seguisse um caminho
retilíneo
poderia ver um horizonte mais firme
Mas, ainda assim, horizontes são voláteis
e de tão impressionada com suas linhas
continuaria distraída em alcançá-lo
Acontece que sigo por curvas
e cada instante, perco-me em
um novo olhar
Acho que é melancólico
de se pensar, que entre
descobertas
disfarces surgem
em verdades absolutas
Mas, cabe-me
enquanto aprendiz de poeta
contentar-me com as palavras
que escrevo-me
em versos
porque o caminho que sigo
não tem “restart”


Olá, galerinha! Como estão? Eu sou a Érika e, depois de tanto tempo, trouxe um poema para vocês! Espero que gostem!

Escolha-se

Descobri que a alma tem um
Jardim próprio
Um ecossistema desconhecido
Que desbrava-se pela vontade de viver
Um oceano para se navegar
Afundar, boiar e descansar
E anjos e demônios demarcam território
Uma luta implacável
Escolha seu lado
Dentro da sua alma
Que tem um timbre único
Escolha-se
Há mais beleza do que terror
É o crepúsculo da sorte
Bonito demais para se ver
A olho nu
Autêntico e altruísta
Em essência
Uma estrela cadente
Não se importa com as desavenças
Escolha seu lado
É um caminho nebuloso
Até o fim do arco-íris